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São Paulo

Capitão da PM acusado de invadir casa e agredir soldado é promovido

Mário Célio Cristiano é alvo de medida protetiva da ex-companheira, que é soldado da Polícia Militar. Decreto foi assinado pelo governador

Repórter de São Paulo30/08/2025 02:15, atualizado 29/08/2025 19:56
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Reprodução/Templo de Salomão
pm é preso por atirar na cabeça de namorada são paulo

O capitão da Polícia Militar Mário Célio Cristiano Gomes Júnior, acusado de invadir a casa de uma soldado para agredi-la, foi promovido ao posto de major, em decreto publicado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com o documento, ele passou a ocupar o novo posto na última segunda-feira (27/9).

A promoção obedeceu ao critério de antiguidade. Além de Mario Célio, 240 oficiais subiram de patente.

Como revelado pelo Metrópoles, o então capitão teria ido até a casa da companheira, Thaynara Júnia, soldado na corporação, arrombado o cadeado do portão e começado a espancá-la na frente da filha da vítima, de 8 anos.

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Suposta vítima de capitão da PM
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O policial teria proferido uma série de xingamentos contra a mulher, a quem acusava de traição. Ele queria, segundo o relato, ter acesso a conversas no aparelho celular da vítima.

Mario Celio teria, então, arrastado a mulher pelo cabelo e desferido uma sequência de socos e empurrões. Na sequência, o PM levou a companheira até o Pronto Socorro Cruz Azul, onde ela recebeu atendimento médico. Na unidade de saúde, a soldado teria falado sobre as agressões com a enfermeira, que avisou a polícia.

Após o ocorrido, Thaynara conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o capitão, que agora não pode chegar a menos de 200 metros dela. Ele também não poderá estabelecer contato pelas redes sociais. A juíza Joanna Palmieri Abdallah, do Foro da Casa da Mulher Brasileira, afirmou que o relato da vítima é “coerente e verossímil”.

A reportagem não conseguiu contatar o capitão Mario Celio para questioná-lo sobre o ocorrido.

Em nota ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o caso foi investigado por meio de inquérito policial instaurado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e relatado à Justiça.

“A autoridade policial solicitou medida protetiva de urgência para a vítima. A Polícia Militar acompanha o andamento do processo judicial para a adoção das medidas cabíveis”, diz o texto.

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